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Arquivo da tag: história

Madrugada de solidão…

É madrugada, e com os cotovelos apoiados numa janela aberta do décimo terceiro andar um homem observa a madrugada transcorrer. Por um momento ele se lembra de seu avô, que sempre dizia que no silêncio da alvorada é possível ouvir suas necessidades internas, Deus e o sussurrar do mundo.

Por se lembrar disso, sorri singelamente e sente que algumas lágrimas pedem para escorrer, mas respira fundo e as impede. Ele sente falta de alguma coisa. Talvez seja saudade, mas de quem e de quando? Ele não sabe.
Imagens embaralhadas passam por sua cabeça, mas não consegue encontrar um foco. Tenta fazer planos para o dia seguinte, uma sexta-feira santa, mas se queixa de tudo o que imagina e logo desiste.

Ele deseja um cigarro, mesmo não sabendo fumar. Imagina uma taça de vinho seco, mesmo sem saber degustar. Cantarola em pensamentos uma música que não gosta e se pergunta o que está fazendo.

Ele está perdido dentro de si.

Seus olhos piscam pesado. Cachorros latem na rua sem motivo e então ele se cansa. Com as mãos penduradas no pescoço, ele segue para seu quarto. Diante da porta, olhando para sua cama com o mesmo lençol encardido da noite anterior, sentiu falta de quem ali um dia se deitou. Naquele momento era o que ele mais queria. Uma companhia para fazer amor contigo.

Pensou em sair e procurar por prazer barato, rápido e que não precisasse de muitas delongas, mas se recusou gastar o pouco dinheiro que tinha. Mudou então seu rumo para a pia do banheiro, onde molhou seu rosto e se olhou no espelho, reparando na água que escorria por seu rosto.

Parecia entender que sua noite terminava ali.

Não enxergando outra saída, e sem razões para ainda estar acordado, voltou para seu quarto, onde se jogou na cama e ao mesmo tempo em um sono pesado, sem nem mesmo agradecer por mais um dia de vida.

Júlio Frutuoso

 
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Publicado por em 22 de abril de 2011 em J. Frutuoso

 

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Palavras de uma madrugada. Amor e Medo…

Palavras de uma madrugada.

Quais seriam elas? Diante de um silêncio ensurdecedor, quais palavras eu deveria usar? Pela terceira vez escrevo palavras que serão deletadas assim que eu chegar ao final de mais uma folha.

De outro lado, uma pessoa me espera acordada. Ela devia ter o meu amor agora. Mas algum inseto do medo me picou e eu simplesmente corro dela. Ela deve saber o quanto eu gosto dela, e por mais que não seja da característica dela, ela luta por mim. De uma maneira discreta, mas ela luta por mim.

Acho que é isso que eu queria falar. Que o medo e o amor estão presentes ao mesmo tempo. Dentro de um mesmo espaço. Espaço esse que agora se chama coração. O mesmo espaço que a mente. E lá, de um lado com espadas afiadas, o medo. Do outro lado, com poucos soldados corajosos a vencer a batalha, o coração.

Essa guerra talvez esteja só no começo. Talvez, com atitudes e sementes, o amor possa se engrandecer diante ao medo. O medo deveria saber que quando o coração quer alguma coisa, não importa o tempo que demore, ele consegue.

Ainda sim, teimoso e orgulhoso como ele só, o medo volta a visitar o coração, porém, jamais ficará para o próximo verão. Com um coração firme, o medo estará sempre de partida. O coração, hoje e sempre, é lugar para aqueles que buscam a plena felicidade no amor.

Talvez seja isso. Talvez as minhas palavras da madrugada sejam essas. Onde o silêncio impera, ouve-se um grito afirmando que, onde há amor, há batalhas vencidas. Sem medos, sem dúvidas, apenas amor.

O galo cantou e minha madrugada acabou. Uma pena que termine assim, sem essas palavras servirem para mim.

Júlio Frutuoso

 
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Publicado por em 4 de junho de 2010 em J. Frutuoso

 

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Meu caminho…

Meu único caminho é você
Pra ti sigo sozinho
Não olho se quer para trás
Pois em ti está meu ninho

Quanto mais acelero
Mais é que te quero
E por todos os lugares que passei
Nada como você jamais encontrei

Sua pele na minha é tão quente
Que quando toca meus lábios
Como aguardente, torno-me dependente

Nesse destino que sigo não há trajetos
Os desvios nunca foram abertos
E em todas as paradas que enfrentei
Sempre sai com mérito

Tento sem você encontrar ar
E quando me lembro
Tenho certeza que só contigo
Consigo respirar

Sigo em frente nesse divino caminho
Seus desejos matarei com todo carinho
E quanto mais vou imergindo
Mais viverei sorrindo

Júlio Frutuoso

 
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Publicado por em 5 de maio de 2010 em J. Frutuoso

 

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Mudanças…

Aqueles que cantam vitória
Aqueles que só pensam em glória
Aqueles que rejeitam toda uma história
Não, eles não sabem que o mundo está mudando!

Júlio Frutuoso

 
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Publicado por em 19 de abril de 2010 em J. Frutuoso

 

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