Sempre precisei de um pouco de atenção. E então, ela passou ao meu lado.
Oi, amor – eu lhe falei. Você está tão sozinha. Ela então de cabeça baixa, sorriu pra mim. Foi assim que a conheci. Naquele dia, junto ao céu. Nublado e com finas lágrimas de chuva. As nuvens sopravam uma brisa, fazendo seus cabelos encaracolados passearem em seu rosto.
Apesar do cinzento dia, aquela linda face esbanjava raios de sol. Era tão lindo quanto seu próprio sorriso! A luz na escuridão – pensei.
Vamos lá, tudo bem, eu só quero gostar de alguém. E é de ti – falei. Ela novamente sorriu. Dessa vez com a cabeça erguida, cheia de covinhas. Neste instante, fez com que um iceberg fosse erguido dentro de mim.
O mundo parou de influenciar. Senti falta de ar. Ainda sim, não consegui parar de olhar. Eu estava diante da sétima maravilha de amar.
Infelizmente, naquele momento, o tempo não se prolongou. Ela se foi, e ao olhar para trás somente disse – Good bye! Em diante, o tempo acelerou.
No entanto, nos contornos da minha alma, sua voz improvisou uma perfeita história de amor. De calor. De puro desejo, encantador.
Ah, como era doce aquela voz, pensava!
Sem a luz na escuridão, brancos fios surgiram em meu lar de pensamentos. Fazendo com que fosse embora o meu mais belo firmamento. Sempre que posso, relembro cada momento do meu dia sem tormento.
Assim a conheci, deste modo vivi e logo sumi com o amor que sempre exigi.
Júlio Frutuoso
Gostar disso:
Seja o primeiro a gostar disso post.